Mercado Imobiliário, impactos do COVID-19

Mercado Imobiliário, impactos do COVID-19 no preço das casas e como a gamificação pode ajudar a mediação imobiliária durante a crise.

Mercado Imobiliário, impactos do COVID-19

No mundo antes do COVID-19, o mercado imobiliário estava a viver momentos de bonança com valorização no preço das casas e era um imã de investimentos imobiliários na Europa. Conforme o portal Casa Sapo, em 2019, venderam-se mais de 181 mil casas representando um valor global de mais de 25,5 mil milhões de euros. O ano de 2019 apresentou aumento de 9,6% comparado ao ano anterior e foi um bom ano para o segmento de mediação imobiliária.

Hoje, vivemos uma das maiores crises da história desde que a pandemia bateu às nossas portas. A última vez que o mundo viu tamanha crise foi em 1929.

Como a crise impactou o preço das casas?

1- Fim da bonança do mercado imobiliário?

Actualmente, o que todos se perguntam é: como a pandemia do Coronavírus pode impactar no preço de venda dos imóveis? Um dos mercados imobiliários mais afectados foi o mercado de Portugal. Com relação a isso, o que é esperado é que o arrefecimento contenha o aumento dos preços visto nos últimos anos e há quem fale em queda de preços de até 40%.

2- Impacto nos preços de oferta.

Assim, o que se pode verificar de maneira mais imediata é a queda no valor dos preços de oferta (Asking Price) presentes em sites, portais e divulgados por empresas de mediação imobiliária. Isto é impacto directo da crise financeira no mercado imobiliário. Por isso, proprietários endividados ou com menos reserva de caixa se vêem obrigados a baixar os preços em busca de liquidez para poderem quitar suas dívidas.

Porém, ainda não há uma série histórica longa o suficiente para auferir queda nos preços de transacção no mercado imobiliário. Isso é porque a pandemia e o lockdown provocaram a restrição da circulação de pessoas, actividades do comércio e também visitas a imóveis.

3- Impacto no volume de transações.

Dessa forma, o volume de transacções efectuadas no período foi praticamente congelado. Ainda, segundo o portal Casa Sapo, algumas agências de mediação imobiliária apontam uma queda de 50% no volume de transacções, nos últimos meses. Assim, sendo o volume de transações tão baixo, não se pode fazer uma análise certeira sobre a tendência no preço dos imóveis em Portugal, ao menos no curto prazo.

Ainda por cima, além de afectar o preço das casas, o COVID-19 tem impactado outro factor importante para a dinâmica do sector imobiliário: as preferências de compras dos clientes.

O novo normal do sector imobiliário.

Mudanças de comportamento do cliente no mercado imobiliário.

Certamente, morar perto do trabalho e de bons restaurantes sempre foi objetivo de muitos. Ir a pé às melhores casas nocturnas – para facilmente achar o caminho de volta depois de algumas taças de vinho. Esse era o sonho dos jovens adultos de classe média alta que povoam os grandes centros urbanos como Manhattan, o Bairro Gótico de Barcelona e o Bairro Alto em Lisboa.

Fuga das cidades?

Porém, um dos efeitos nefastos da pandemia foi punir com maior severidade cidades com alta densidade demográfica. Com isso, muito especialistas estimam que aumentará a procura por imóveis fora das cidades, afectando a dinâmica de oferta e demanda no mercado imobiliário.

Com relação a isso, em entrevista ao Jornal Ionline, Ricardo Sousa, CEO da Century21 afirma: “Nestas zonas, a tipologia de imóveis disponíveis serão seguramente privilegiados em relação à oferta existente nas zonas centrais das cidades…”. Isto provavelmente fará com que o preço das casas no interior se valorizem ainda mais a partir de agora.

Como utilizar a tecnologia para se proteger da crise?

Do mesmo modo, mudanças no padrão de consumo no mercado imobiliário, mudança nos hábitos de circulação de pessoas pelas cidades já foram verificados. Como os profissionais das empresas de mediação imobiliária podem se adaptar a esse novo normal de forma rápida?

Uso de tecnologia no sector imobiliário.

Tecnologia é a solução apontada por muitos. Segundo pesquisa realizada pelo portal Confidencial Imobiliário, 60% dos promotores pensam em utilizar ferramentas de visitas virtuais para manter o fluxo de negociações com o distanciamento social. Um outro grande desafio, é manter os agentes e promotores imobiliários motivados quando treinamentos presenciais são limitados.

Usando a Gamificação para manter o engajamento.

Portanto, é para resolver este tipo de desafio que a Play2Sell existe. A Play2Sell está a ajudar empresas do sector imobiliário a manter sua força de vendas em ponto de partida para a largada na reabertura da economia. Dessa forma, para apoiar as empresas nesta fase, a Play2Sell criou um jogo por aplicação móvel que engaja o agente imobiliário de forma lúdica. Por isso, ele aprende jogando através perguntas e desafios sobre os imóveis e técnicas de vendas. Combinando técnicas de gamificação e micro-aprendizagem, o game faz com que os agentes do mercado imobiliário e preparem mais rápido do que com treinamentos tradicionais.

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Patrick Shimabukuro
Patrick Shimabukuro

Patrick Shimabukuro é Gerente de Produto e head de expansão internacional. Com especialização na Product School e em Stanford e bacharel em Relações Internacionais. Foi co-fundador de uma startup no segmento de entretenimento e tem 10 anos de experiência com consultoria estratégica.

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