O aprendizado nem sempre foi como conhecemos

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O aprendizado nem sempre foi como conhecemos

Quando pensamos no formato de ensino atual, com uma pessoa falando e todas demais assistindo passivamente, lembramos que não sentíamos muitos estímulos para nos dedicarmos ao aprendizado na época em que estudávamos. E frequentemente ocorre o mesmo quando temos treinamento da empresa. 

Muitos pensam que o aprendizado sempre foi assim, mas não é verdade.

No período da Grécia antiga, Sócrates (469-399 aC.) criou o chamado método socrático, técnica de investigação filosófica que utilizava perguntas para conduzir o aluno a uma reflexão e descoberta. Nele o professor fazia perguntas levando o aluno a reflexões e possíveis contradições. Desta forma, ele induzia as pessoas a aprenderem por conta própria através de seu próprio raciocínio. 

socrates reunido com estudantes

Imagem de Aventuras na História, do Uol.

Mais tarde, na idade média, o processo de educação era de responsabilidade da igreja. Em seu apogeu, na época de São Tomás de Aquino (1225-1279 dC), o aluno tinha um papel essencial no processo. Frequentemente debates entre alunos e mestres eram travados em público. No entanto poucos eram privilegiados, pois uma pequena parcela da população podia estudar. [1][2][3]

santo segurando a biblía assustado

Imagem do Instituto Jackson de Figueiredo.

Se por um lado na revolução industrial, a educação passou a estar disponível pela primeira vez para crianças pobres, tornando o ensino acessível a uma gama maior da população, por outro o novo modelo de ensino liderado pelas indústrias trouxe os elementos utilizados até os dias atuais, criados com o objetivo de treinar operários para as fábricas. Assim agrupou-se um número maior de alunos que assistiam passivamente um professor apresentando-lhes o conteúdo.

De lá até os dias de hoje sabemos que pouca coisa mudou. Com a tecnologia os cursos começaram a ser remotos e surgiram os ensinos à distância (EAD). No entanto o formato se manteve expositivo e com pouca interação do aluno. Por isso muita gente não sente estímulo em ir à escola ou assistir um treinamento na empresa em que trabalha.

Mas como podemos ter um aprendizado estimulante novamente?

Seria o retorno do método socrático, ou dos embates com aluno e mestre em público? Não! Uma das grandes tendências do ensino hoje é a gamificação, ou seja, usar elementos de jogos para transformar o processo de aprendizagem numa jornada mais envolvente e engajadora. No entanto uso na gamificação na educação não é novidade. Poucos citam Dmitri Mendeleev (1834-1907) como um dos primeiros educadores a usar gamificação para o ensino. O cientista russo do século XIX é conhecido por ter criado a Tabela Periódica dos Elementos. Ávido jogador de cartas, Mendeleev usou-as para categorizar as informações para um fácil entendimento, propiciando mais tarde que os demais cientistas descobrissem novos elementos, preenchendo as lacunas de seu trabalho. 

mendeleev filósofo foto preto e branco

Imagem da Wikipedia.

Se no século XIX tivemos a construção do atual modelo de ensino, neste período também tivemos a semente do que se transformou na maior tendência do ensino do século XXI. Através da aplicação da gamificação na educação estamos percebendo transformações incríveis na curva de aprendizado.

A Play2sell utiliza gamificação para capacitar times de vendas de forma divertida e engajadora. Para saber mais, acesse www.p2s.me

Fontes

[1] Theoria;

[2] Wikipedia;

[3] Brasil Escola.

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Felipe dos Santos

Felipe dos Santos é empreendedor. Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRGS, possui MBA em Negócios Imobiliários na FGV. Foi co-fundador de destacadas empresas de tecnologia para o mercado imobiliário. Atualmente é co-fundador e CEO da Play2sell e Mentor no Founder Institute.

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